A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre de junho a agosto de 2026. O dado é da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE em 29 de setembro de 2026. No trimestre até maio, a taxa era de 5,6%. É a menor taxa já registrada para um trimestre encerrado em agosto.
No mesmo período de 2025, a desocupação também estava em 5,6%. Ou seja, o recuo aparece tanto na comparação com o trimestre anterior quanto com o ano passado.
Os principais números
O país tinha 103,5 milhões de pessoas trabalhando no trimestre, o maior número da série histórica. Foram 774 mil pessoas a mais ocupadas em relação ao trimestre anterior, alta de 0,8%. Já o número de desempregados caiu 4,6%, para 5,8 milhões, o que representa 281 mil pessoas a menos procurando trabalho.
| Indicador | Trimestre até agosto de 2026 | Comparação |
|---|---|---|
| Taxa de desemprego | 5,3% | 5,6% no trimestre até maio |
| Pessoas ocupadas | 103,5 milhões | +774 mil no trimestre |
| Pessoas desempregadas | 5,8 milhões | -281 mil no trimestre |
| Carteira assinada (setor privado) | 39,5 milhões | Recorde da série |
| Sem carteira (setor privado) | 13,7 milhões | — |
| Trabalhadores por conta própria | 26,1 milhões | — |
| Taxa de informalidade | 37,5% | 37,3% no trimestre até maio |
| Rendimento médio mensal | R$ 3.777 | R$ 3.752 no trimestre até maio |
| Massa de rendimentos | R$ 385,6 bilhões | Recorde da série |
Carteira assinada em nível recorde
O número de empregados com carteira assinada no setor privado chegou a 39,5 milhões, o maior da série. Esse tipo de vínculo garante direitos como FGTS, 13º salário, férias remuneradas e seguro-desemprego em caso de demissão sem justa causa.
A informalidade, porém, continua alta. São 38,8 milhões de trabalhadores informais, o que corresponde a 37,5% de todos os ocupados. A taxa subiu um pouco em relação ao trimestre anterior, quando estava em 37,3%. O grupo inclui empregados sem carteira, trabalhadores domésticos sem registro e quem trabalha por conta própria sem CNPJ.
A Pnad também mostra que 68,5 milhões de pessoas contribuíam para a Previdência, o que equivale a 66,2 de cada 100 trabalhadores. Contribuir para o INSS é o que garante acesso a aposentadoria, auxílio por incapacidade e salário-maternidade.
Renda subiu
O rendimento médio mensal dos trabalhadores ficou em R$ 3.777, contra R$ 3.752 no trimestre até maio. Na comparação com um ano antes, o aumento foi de 3,7%.
A massa de rendimentos, que soma tudo o que os trabalhadores recebem, chegou a R$ 385,6 bilhões, também recorde. O valor cresceu 1,4% no trimestre, o equivalente a R$ 5,2 bilhões, e 4,8% em um ano, ou R$ 17,5 bilhões a mais.
Onde surgiram as vagas
A construção foi o setor que mais ampliou a ocupação no trimestre, com alta de 4,1%, ou 306 mil pessoas a mais. A indústria geral cresceu 2,0%, com 265 mil trabalhadores a mais. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, o destaque foi o grupo de transporte, armazenagem e correio, com 358 mil pessoas a mais, alta de 6,1%.
| Setor | Variação | Pessoas a mais | Base de comparação |
|---|---|---|---|
| Construção | +4,1% | 306 mil | Trimestre anterior |
| Indústria geral | +2,0% | 265 mil | Trimestre anterior |
| Transporte, armazenagem e correio | +6,1% | 358 mil | Mesmo trimestre de 2025 |
Ainda há 15 milhões de subutilizados
A taxa de desemprego mede só quem procurou emprego e não encontrou. Um indicador mais amplo, a subutilização, ficou em 13,1%, o que corresponde a 15,0 milhões de pessoas. Entram nessa conta quem trabalha menos horas do que gostaria e quem poderia trabalhar, mas não procurou vaga.
Os desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego por achar que não vão conseguir, somam 2,4 milhões, ou 2,1% da força de trabalho ampliada.
O que muda para você
Um mercado de trabalho mais aquecido costuma dar mais poder de negociação a quem está procurando emprego ou pensando em trocar de vaga. Também tende a aumentar a renda das famílias, o que sustenta o consumo.
Se você está procurando trabalho, alguns passos ajudam:
- Mantenha o currículo atualizado e cadastre-se nas vagas da Carteira de Trabalho Digital e do Sine da sua cidade.
- Olhe com atenção setores que estão contratando, como construção, indústria e transporte.
- Se trabalha por conta própria, avalie formalizar a atividade como MEI para contribuir com o INSS.
- Desconfie de vagas que pedem pagamento antecipado para “garantir” a contratação.
A Pnad Contínua é feita por trimestres móveis. Por isso, cada nova divulgação acrescenta um mês e retira o mais antigo da conta.
Perguntas frequentes
Qual é a taxa de desemprego mais recente no Brasil?
Segundo o IBGE, a taxa foi de 5,3% no trimestre de junho a agosto de 2026, divulgada em 29 de setembro de 2026.
Quantas pessoas estão desempregadas?
São 5,8 milhões de pessoas, 281 mil a menos que no trimestre até maio de 2026.
Qual é a renda média do trabalhador?
O rendimento médio mensal ficou em R$ 3.777 no trimestre até agosto de 2026, alta de 3,7% em um ano.
A informalidade caiu?
Não. A taxa de informalidade ficou em 37,5%, um pouco acima dos 37,3% do trimestre anterior, com 38,8 milhões de informais.
Fontes
- Agência Brasil — Taxa de desemprego cai para 5,3%, a menor para o trimestre até agosto
- Agência Gov — Desemprego cai no trimestre e número de pessoas ocupadas é o maior da série histórica
Informações conferidas em 5 de outubro de 2026. Regras e datas podem mudar; confirme sempre nos canais oficiais.
