Taxa fixa ou variável (Euribor): qual é melhor?

Em valores altos e prazos longos, escolher entre taxa fixa e variável muda muito o total. Veja a diferença com números em euro.

Quando você pede um empréstimo de valor alto na Lituânia, uma pergunta aparece logo: taxa fixa ou taxa variável, atrelada à Euribor? Parece um detalhe técnico, mas em valores altos e prazos longos essa escolha pode mudar o total pago em milhares, às vezes dezenas de milhares de euros.

Aqui você vê, com números, a diferença real entre as duas opções e quando cada uma tende a sair mais barata.

A diferença em uma frase

Taxa fixaA taxa é definida na assinatura e a parcela fica igual durante o período fixado. Você paga pela tranquilidade: a taxa inicial costuma ser um pouco mais alta.
Taxa variávelTaxa = margem do banco (fixa) + Euribor (muda). A parcela é revisada periodicamente, em geral a cada 6 meses. Começa normalmente mais baixa, mas pode subir.
Quem assume o riscoNa fixa, o banco assume o risco de alta dos juros durante a fixação. Na variável, esse risco é seu.
Entenda como a Euribor mexe na parcela→
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Veja a diferença: €80.000 por 20 anos

Simulação aproximada, com parcelas iguais. Na variável, consideramos margem de 2% e três cenários para a Euribor média ao longo do contrato. Na fixa, 5% ao ano:

Variável, Euribor média 1,5% (taxa 3,5%)parcela ~€464 · juros totais ~€31.350
Variável, Euribor média 2,5% (taxa 4,5%)parcela ~€506 · juros totais ~€41.470
Variável, Euribor média 4% (taxa 6%)parcela ~€573 · juros totais ~€57.560
Fixa 5%parcela ~€528 · juros totais ~€46.710

Entre o cenário bom e o cenário ruim da variável, a diferença passa de €26.000 em juros. A fixa fica no meio: perde cerca de €15.000 se a Euribor ficar baixa, mas economiza quase €11.000 se ela subir e permanecer alta.

E num valor menor?

Agora o mesmo exercício para €20.000 em 7 anos: com 3,5% os juros somam ~€2.580; com 4,5%, ~€3.350; com 6%, ~€4.540; e com fixa de 5%, ~€3.745. A diferença entre os extremos fica perto de €2.000.

O ponto principal: quanto maior o valor e mais longo o prazo, mais a escolha entre fixa e variável pesa no bolso. Em créditos curtos, a diferença é pequena; em créditos longos e altos, ela pode equivaler a anos de parcelas.
Ver quanto a parcela sobe a cada ponto→
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Então, qual é melhor?

Nenhuma é melhor sempre. A variável costuma sair mais barata quando os juros na zona do euro ficam estáveis ou caem, e quando você pretende amortizar antes, já que normalmente não há compensação por quitação antecipada. A fixa compensa quando o seu orçamento não aguenta uma parcela maior, ou quando os juros sobem e ficam altos por bastante tempo.

Um detalhe importante: nos empréstimos ao consumidor sem garantia dos bancos que trabalham com valores altos, como Citadele e Luminor, a taxa já costuma ser fixa. A escolha aparece de fato nos créditos maiores com garantia de imóvel, em que os bancos oferecem margem + Euribor de 6 meses ou a taxa fixa por um período, geralmente 5 anos.

Para decidir bem, o primeiro passo é entender como a Euribor funciona e quanto a sua parcela pode variar. É o que mostramos a seguir.

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