Co-solicitante e fiador costumam ser confundidos, mas na Lituânia são papéis bem diferentes. Em lituano, o co-solicitante é o bendraskolis (co-devedor) e o fiador é o laiduotojas. Os dois dão mais segurança ao banco, mas cada um assume o risco de um jeito. Entender isso antes de assinar evita surpresas e brigas lá na frente.
A diferença em uma tabela
| Quem é | Co-solicitante: pede o empréstimo junto com você e assina o contrato como devedor. Fiador: não é devedor principal; garante que vai pagar se você não pagar. |
|---|---|
| Renda conta para o valor? | Co-solicitante: sim, a renda dele soma com a sua e pode liberar um valor maior. Fiador: em geral, não aumenta o valor; serve como garantia extra. |
| Responsabilidade | Co-solicitante: solidária desde o primeiro dia; o banco pode cobrar a dívida inteira de qualquer um dos dois. Fiador: pelo Código Civil lituano, responde solidariamente com o devedor quando este não paga, salvo se o contrato prever responsabilidade apenas subsidiária. |
| Onde é mais comum | Co-solicitante: empréstimo ao consumo e financiamento de imóvel, geralmente com cônjuge ou parceiro. Fiador: mais frequente em financiamentos de imóvel e créditos para empresas; raro no empréstimo pessoal comum. |
| Aparece no histórico | Nos dois casos a obrigação pode constar nos registros de crédito e pesar na análise de futuros pedidos dessa pessoa. |
Por que o co-solicitante é o caminho mais comum
No empréstimo pessoal, bancos como Citadele e Luminor trabalham com pedido conjunto, não com fiador. A lógica é simples: o banco calcula quanto da renda pode ir para parcelas (a regra de empréstimo responsável do Lietuvos bankas limita, em regra, a 40% da renda) e, com duas rendas, esse espaço aumenta. Já o fiador funciona mais como uma rede de proteção para o credor do que como uma forma de liberar mais dinheiro.
Para casais, existe um detalhe importante: dívidas assumidas para as necessidades da família podem ser tratadas como obrigação comum dos cônjuges. Por isso, quando o dinheiro é para a família, muitos bancos preferem que os dois assinem juntos. Se o empréstimo é para uso pessoal e a parcela cabe na sua renda dentro do limite de 40%, o banco pode não precisar analisar as finanças do seu cônjuge.
Os riscos que pouca gente comenta
- Histórico de crédito compartilhado: um atraso afeta os dois. O registro na Creditinfo pode ficar por anos e atrapalhar pedidos futuros de quem nem estava pagando.
- Menos espaço para os próprios planos: a parcela conjunta entra no cálculo da capacidade de pagamento de cada um. Isso pode reduzir quanto o co-solicitante consegue pedir depois, inclusive para um imóvel.
- Separação não encerra o contrato: o divórcio ou o fim da relação não tira ninguém da dívida. Trocar ou remover um devedor depende de acordo com o banco, que vai exigir que quem fica tenha renda suficiente.
- Sair como fiador não é automático: o fiador continua garantindo a dívida até ela ser quitada ou até o banco aceitar outra garantia.
Quem pode ser co-solicitante
Na maioria dos casos é o cônjuge ou parceiro com quem você divide a casa, mas alguns credores aceitam também pais, irmãos ou amigos. O que importa é a pessoa ter renda oficial e regular (salário declarado há alguns meses), residência na Lituânia, identificação por Smart-ID, Mobile-ID ou banco on-line e um histórico sem atrasos. Cada banco define a idade mínima e a renda mínima que aceita.
Antes de pedir a alguém para assinar
Conversem com números na mesa: valor, prazo, parcela, quem paga o quê todo mês e o que acontece se um dos dois perder renda. Combinem também quem fala com o banco e como os dois vão acompanhar os pagamentos. Esse acordo, mesmo que informal, protege a relação tanto quanto o orçamento.
Conteúdo informativo. O Informa Notícia é um site independente e não é banco nem intermediário de crédito. A aprovação de qualquer empréstimo depende da análise de crédito da instituição. Antes de contratar, compare o custo total (BVKKMN) e avalie se a parcela cabe no seu orçamento.

Redator especializado em finanças, crédito e educação financeira, com foco em transformar temas complexos em informações claras, úteis e confiáveis.
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