Empréstimo para pagar empréstimo: a bola de neve

Como um crédito rápido para pagar outro faz a dívida crescer, um exemplo com números e os sinais de que a bola de neve já começou.

A parcela vence amanhã, o saldo não fecha e aparece a ideia que parece salvar o mês: pegar um empréstimo rápido para pagar o outro. O dinheiro cai em minutos, a parcela é paga e o problema some. Só que ele não some: ele muda de lugar e volta maior no mês seguinte. É isso que se chama de efeito bola de neve.

Nesta página você vai ver, com números, como essa bola cresce, quais sinais mostram que ela já começou a rolar e por que existem saídas melhores antes de assinar um novo contrato.

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Por que um crédito para pagar outro vira bola de neve

Um empréstimo rápido resolve a falta de dinheiro de hoje, mas não resolve a causa dessa falta. Se a renda não cobria a parcela antiga, ela vai cobrir com ainda mais dificuldade a parcela antiga somada à nova. Cada contrato novo traz juros próprios e, em alguns casos, taxas de contrato ou de administração. Ou seja: você passa a pagar juros sobre o dinheiro que usou para pagar juros.

E há um segundo efeito, menos visível: cada novo pedido gera uma consulta ao seu histórico de crédito, e cada novo contrato aumenta a parte da renda comprometida com dívidas. Na Lituânia, os credores precisam avaliar se a soma das parcelas cabe na sua renda, usando como referência o limite de 40% da renda definido pelo Lietuvos bankas. Quanto mais contratos, mais perto desse teto e mais difícil conseguir uma solução boa quando você realmente precisar.

Um exemplo de como a bola cresce

Imagine a Ieva, com renda líquida de €1.100 por mês. Ela tem um crédito de €1.500 em 24 meses, com juros de 24% ao ano: parcela de cerca de €79. Num mês de despesa inesperada, falta dinheiro e ela pega um crédito rápido de €600 em 12 meses (27% ao ano) para fechar as contas. No mês seguinte, o aperto se repete e ela pega mais €900 (28% ao ano). Veja o que acontece:

MomentoParcelas por mês
Só o crédito original (€1.500)cerca de €79
+ crédito rápido de €600cerca de €137 (+€58)
+ crédito rápido de €900cerca de €224 (+€87)
Dívida total contratadade €1.500 para €3.000
Juros extras só dos dois créditos novoscerca de €233, além dos juros do original

Em dois meses, a parcela quase triplicou e a dívida dobrou, mas o motivo do aperto (a despesa que não cabia) continua lá. Agora, qualquer imprevisto pesa sobre €224 de parcelas, não sobre €79. É assim que a bola ganha velocidade. Valores ilustrativos, calculados com parcelas fixas; o custo real depende da oferta de cada credor.

Compare: em vez de um contrato de €600 por 12 meses, a Ieva poderia ter combinado soluções menores: adiar a parcela do mês (alguns credores rápidos, como a Credit24, permitem adiar pagando só os juros dela, no exemplo cerca de €30 em vez de €79), parcelar a conta inesperada com o fornecedor e cortar gastos daquele mês. Juntas, elas fecham o buraco sem criar uma parcela nova por um ano.
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Sinais de que a bola já começou a rolar

  • Você pediu crédito para pagar parcela, e não para uma compra ou necessidade nova.
  • Tem dois ou mais créditos rápidos ativos ao mesmo tempo, em credores diferentes.
  • As parcelas somadas passam de 30% da renda e se aproximam do limite de 40%.
  • O salário cai e some em poucos dias, quase todo em parcelas e contas fixas.
  • Você já não sabe de cor quanto deve, a quem e em que dia vence cada parcela.
  • Você evita abrir o app do banco ou os e-mails dos credores.

Se dois ou mais itens descrevem a sua situação, o momento de parar é agora, antes do próximo pedido. Um atraso também custa: na Lituânia, os juros de mora de crédito ao consumo podem chegar a 0,05% por dia sobre o valor atrasado. Mas trocar o atraso por um contrato novo e mais caro raramente é a resposta.

Quando um novo crédito pode fazer sentido

Nem todo empréstimo que quita outro é bola de neve. Juntar dívidas caras num único crédito mais barato (com BVKKMN menor), que encerra de fato os contratos antigos e tem parcela que cabe com folga, é organização. A diferença está em três perguntas: o custo total cai? Os contratos antigos são encerrados? Você vai parar de pegar crédito novo? Se alguma resposta for “não”, o crédito novo só empurra o problema.

Na próxima página estão as cinco saídas que valem a pena tentar antes de qualquer contrato novo, da mais simples à mais estruturada.

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Conteúdo informativo. O Informa Notícia é um site independente e não é banco nem intermediário de crédito. A aprovação de qualquer empréstimo depende da análise de crédito da instituição. Antes de contratar, compare o custo total (BVKKMN) e avalie se a parcela cabe no seu orçamento.